• Paula Lima

Quem é o autor de “A parte que falta”?


O escritor e ilustrador de livros infantis americano Shel Silverstein (1930-1999) teria feito aniversário de 90 anos no último dia 25 de setembro. Silverstein nasceu em Chicago em 1930 e começou a publicar para crianças em 1963, mas sua obra só foi editada no Brasil a partir dos anos 2000, pela extinta editora CosacNaify.


Seu primeiro lançamento nos Estados Unidos foi Leocádio, o leão que mandava bala, mas ele se consagrou mesmo com A árvore generosa, que representa a relação predatória do homem com a natureza, pela perspectiva tocante de uma árvore.


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A generosidade das árvores no dia delas

Natureza aqui dentro


Capa do livro "A árvore generosa"

Além desses títulos, ele escreveu muitos outros e se tornou um dos principais nomes da literatura infantil internacional, com obras como A parte que falta e A parte que falta encontra o grande O. Alguém aí já ouviu falar deles? Sim, é literatura infantil, mas do tipo que faz muito, muito sucesso entre jovens e adultos também. É só ler qualquer um desses livros, que estão disponíveis na biblioteca do Colégio, para se emocionar com temas como a nossa eterna busca por coisas que faltam em nós (e que no fim nem trazem tanta felicidade assim).


Outros livros de Silverstein publicados no Brasil são Uma girafa e tanto, Fuja do Garabuja e Quem quer este rinoceronte?. Mundo afora, sua obra já foi traduzida para 47 idiomas idiomas, um fenômeno com mais de 20 milhões de cópias vendidas.


Em homenagem a este icônico autor de literatura infantil, o Blog listou aqui 5 curiosidades para vocês conhecerem melhor sua vida e sua obra - além de dar uma incentivada para emprestar e ler os livros dele ;)


1) Multiartista

Além de escritor e ilustrador, Shel Silverstein foi compositor, roteirista de cinema, autor de teatro e cantor, tendo escrito músicas para Johnny Cash, por exemplo. Tocava guitarra, piano e saxofone. Com Where the Sidewalk Ends (que é também uma coleção de poemas), ganhou em 1984 o Grammy de Melhor Álbum Infantil - que foi “recitado, cantado e gritado” pelo autor.


Shel Silverstein

2) Sem talento para os esportes

Numa entrevista, ele contou que, “quando era garoto, teria preferido ser bom de baseball ou fazer sucesso com as meninas. Mas eu não jogava bem e não sabia dançar, então comecei a desenhar e escrever. Tive sorte porque não havia alguém que eu pudesse copiar, alguém que me impressionasse. Então desenvolvi o meu próprio estilo."


3) Mais ou menos soldado

Silverstein se consagrou como autor de livros infantis, mas começou a carreira como cartunista de uma revista militar, quando servia o exército americano na Guerra da Coreia.


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4) Ouviu muito “não”

Ele teve dificuldade para publicar A árvore generosa. “Todo mundo adorava, ficava emocionado, dizia que era lindo”, ele contou. Mas… um editor disse que era muito curto. Alguns diziam que era muito triste. Outros achavam que o livro ficava entre a literatura infantil e a dita “adulta” e por isso não ia vender. Foram quatro anos até que a editora Ursula Nordstrom, da Harper & Row, decidiu publicar a obra. Ela até deixou que ele mantivesse o final triste.


5) Nem sempre viveram felizes

É, ele geralmente evitava finais felizes porque as crianças, dizia, podiam se questionar porque elas mesmas não eram tão felizes, por comparação. A vida tem finais bem tristes, sabe. Você não precisa gargalhar mesmo que a maioria dos meus trabalhos seja divertida.”