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  • Dayan Marchini

Seis artistas para se inspirar

Para lembrar de mulheres que inspiraram o mundo e abriram caminho para as futuras gerações, selecionamos, dentre cinquenta mulheres, seis que fizeram história na Arte. Indicamos aqui, o trabalho de artistas que são diferentes em suas nacionalidades, mas semelhantes em suas revoluções.


Tarsila do Amaral

Não poderíamos deixar de abrir com ela, que é considerada a mãe da Arte Moderna no Brasil. Sendo facilmente conhecida apenas como Tarsila, suas obras são inspiradas por animais, paisagens, pessoas e até mesmo o folclore, além da forte influência indígena.


Em Paris, criou o movimento conhecido como “Antropofagia”, que consiste na ideia de que os artistas brasileiros deveriam absorver e aprender com a arte europeia com a intenção de decompô-la, "digeri-la" e transformar em algo novo, criando assim, um estilo de arte unicamente brasileiro. Seu quadro mais famoso é o “Abaporu” e dispensa apresentações.


Hung Liu

Nascida da República da China em 1948, Hung Liu é pintora e artista de instalações. Por duas vezes, recebeu uma bolsa da National Endowment for the Arts, além de ser professora emérita de pintura da Mills College, em Oakland, Califórnia. Suas obras são baseadas em um conflito cultural que começou em seu país e retratam as diferentes formas em que a história sobre o ocorrido é contada.

Outra fonte de inspiração está ligada a uma viagem que realizou para a China, em 1991, onde descobriu fotos antigas de crianças artistas de rua, fazendeiros, trabalhadores e refugiados, que foram tema dos seus quadros a óleo, combinando fotos de pessoas deslocadas com imagens de pinturas chinesas tradicionais. Liu também usa fotografias de sua própria vida, como no autorretrato “Avant-Garde”.


Julia Margaret Cameron

Com trabalhos expostos em grandes museus de todo o mundo, Julia é lembrada por ter ajudado a estabelecer uma nova forma de Arte. A fotógrafa indiana queria capturar em suas fotografias, as emoções das pessoas, tornando as imagens vivas e oníricas, recebendo o movimento, os borrões, desejando que as fotos contassem uma história, sendo assim, de caráter expressivo, ampliando totalmente a maneira de fotografar e indo contra todos os padrões determinados na época.


Foi muito criticada por fotógrafos que a acusavam de não profissional, porém muito elogiada pelos pintores, fotografou artistas e cientistas famosos, como Charles Darwin, Lord Tennyson e John Herschel. Julia Margaret Cameron transformou um galinheiro em seu estúdio e durante 11 anos criou um conjunto de obras com mais de 1.200 fotos.


Jeanne-Claude Denat de Guillebon

Nascida em Casablanca, no Marrocos, enquanto seu pai ficava lá como parte do exército francês, a artista ambiental queria, junto do seu parceiro Christo Vladimirov Javacheff, transformar o mundo usando tecidos coloridos. No período de 1968 a 1969, cobriram o litoral de Sydney, Austrália, com 92.903 m² de tecido, dando o nome à instalação de “Costa embrulhada”.


Sua carreira está bastante ligada à de Javacheff, porque eram inseparáveis, dirigindo grandes projetos, até mesmo resolvendo problemas em diversos locais. Quatro anos depois da conclusão de “Os portões”, Jeanne-Claude faleceu devido a um aneurisma cerebral.


Sokari Douglas Camp

Inspirada no tempo em que passou no Reino Unido, na moda, na força e no espírito de seu povo nigeriano, a escultora que adora trabalhar com aço, já esculpiu um ônibus em tamanho real em homenagem ao ativista ecológico Ken Saro Wiwa, além da escultura “All the World Is Now Richer”, feita em 2012, para comemorar a abolição da escravatura. Sokari também cria esculturas para chamar a atenção para a necessidade de proteger nosso planeta e em muitas delas usou barris de óleo reciclados, como em a “Green Leaf Barrel”.


Geralmente, suas obras estão vestidas com roupas tradicionais da Nigéria, sempre cheias de cores brilhantes e padrões decorativos. Seu trabalho está em coleções no Museu Smithsonian, Museu de Arte Setagaya de Tóquio e no Museu Britânico.


Rosa Bonheur

Nascida em uma família de artistas franceses, onde recebia muito apoio em seus estudos e aspirações a pintar, Rosa Bonheur quebrou todas as regras sobre como ser mulher na época, ganhando fama pelas suas roupas e estilo de pintar “masculinos”. Buscava retratar em seus quadros animais com precisão em seu ambiente natural.


Quando criança, a pintora tinha dificuldade de leitura e acabou aprendendo o alfabeto desenhando animais para cada letra. Rosa viveu de forma autêntica e sempre foi fiel às suas convicções. Sua obra-prima é “A feira de cavalos”, que possui 2,5 m de altura e mais de 5 m de largura.

Você pode conhecer mais sobre mulheres que influenciaram a sociedade através dos livros: “As cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo” e “As esportistas: 55 mulheres que jogaram para vencer”, ambos da editora Blucher, “Grandes Mulheres Que Mudaram o Mundo”, “Pequenas Grandes Líderes: mulheres importantes da história negra”, “Malala: pelos direitos das meninas à educação” e “Nina: uma história de Nina Simone". Todos estão disponíveis na coleção de livros da biblioteca e podem ser consultados no catálogo virtual de livros!


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