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  • Foto do escritorGabriela Traversim

O que você come quando tem fome?

Comer é uma delicia: um hábito que nos mantém vivos, nos dá energia e vitalidade ao nosso corpo, mas que em doses erradas pode ser prejudicial à nossa saúde. O livro escolhido para hoje é uma delícia, uma degustação visual e também é uma viagem pelo globo através do paladar.


É possível afirmar que o almoço, para nós brasileiros, é a refeição mais importante do dia: é aquela em que iremos ingerir a maior quantidade de nutrientes, com equilíbrio e variedade, com o ‘casamento perfeito’ entre o arroz e o feijão: a combinação que gera aminoácidos essenciais para o nosso corpo, a proteína, seja ela vegetal ou animal e as verduras e legumes que compõem a parte de fibras que necessitamos ingerir nesta refeição. Se tiver uma frutinha ao final, pronto! Refeição completa e mais do que perfeita.

Um prato tipicamente brasileiro servido no almoço de uma escola em Belo Horizonte.


Esse “menu” é extremamente familiar para nós. Aposto que ao descrever esta refeição, você se lembrou do sabor do caldo de feijão que apenas a sua mãe ou avó sabe preparar. Ou a maciez do arroz branquinho, soltinho e bem saboroso com a umidade ainda presente na panela. O cheiro daquela comida recém feita e o ronco no estômago quando o relógio está perto do meio-dia.


Imagem do interior do livro: refeição da cidade de Cusco, no Peru.


Em outros lugares do mundo, o almoço não é como o nosso e pode soar muito estranho aos nossos ouvidos (e paladares). Por exemplo, na Rússia, a preferência nacional é por uma sopa chamada Borsch, composta por beterraba e que pode ser servida quente ou fria. Eles também consomem bastante um mingau chamado Kasha, feito de trigo-mouro e outros cereais.

Refeição oferecida na escola da cidade de Dubna, na Rússia.


No Japão, assim como no Brasil, as crianças consomem bastante arroz durante essa refeição, mas não há a presença do feijão. Lá, o grão aparece bastante na forma de doces, como o Anko. Lanches rápidos no lugar do almoço são bastante populares nos países da América do Norte, como Estados Unidos, Canadá e México. Lá o costume de desembrulhar o alimento, ao invés de descascá-lo, é extremamente comum.

Refeições do Japão, México e Estados Unidos, respectivamente. Clique nas imagens para vê-las em tamanho maior.


Todas estas refeições podem ser conhecidas no livro “Hora do Lanche: o que as crianças comem nas escolas em diferentes países”, escrito por Andrea Curtis e com fotografias de Yvonne Duivenvoorden. A proposta do livro é fazer um giro global por países de todos os cantos do mundo e mostrar semelhanças e diferenças entre a alimentação das crianças, baseadas em uma refeição do dia: o almoço. As contradições são das mais variadas: enquanto em Nantes, na França, alunos comem queijos, pães e legumes frescos, na cidade de Kandahar, no Afeganistão, a refeição das crianças é composta por biscoitos fornecidos pelo Programa Mundial de Alimentação.

Esta obra está repleta de textos que complementam a experiência de leitura e ao final, encontramos um artigo que reitera o poder dos alimentos em nossa vida, além de dicas para a promoção de uma alimentação mais saudável e os benefícios desta mudança de hábitos. Alimentar-se é uma questão global e que precisa ser pensada (e discutida) além do nosso consumo, assim, a possibilidade de que todos tenham pratos coloridos e saudáveis, independentemente da cultura de cada um, garante uma vida mais digna e com muito mais sabor.


Refeições servidas nas escolas da Inglaterra e da França.

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