• Paula Lima

O conto antigo que volta aos cinemas: A Bela e a Fera



Oi, pessoal! Tudo bem? Já sabem o que vai acontecer hoje, né? Bom, pra quem não sabe, é hoje que estreia nos cinemas o live-action de A Bela e a Fera, o filme da Disney com atores reais, estrelando a talentosa Hermione Granger — OPS — quer dizer: Emma Watson! #HarryPotterfeelings #umavezHermionesempreHermione

Vocês viram o último trailer?


Quem já viu o filme contou que essa versão é bem fiel à animação de 1991. Apesar de vocês não terem nem nascido nesse ano tão longínquo (é muita juventude, gente), imagino que já devam ter assistido ao desenho, certo? Se não, esse é um bom momento!

E, claro, é um bom momento também pra saber mais sobre esse conto de fadas, que foi escrito pela primeira vez em ‒ vejam bem! ‒ 1740 pela autora francesa Gabrielle de Villeneuve. Madame de Villeneuve, como ela ficou conhecida, se baseou em histórias e contos orais (passados por séculos de geração em geração) e criou uma narrativa longa e rica em detalhes que traz a história de uma adolescente de dezesseis anos que vai viver no castelo de um monstro para salvar a vida do pai.


A versão de Villeneuve conta inclusive como a Fera foi enfeitiçada e o passado da família da Bela, que, na verdade, é filha de uma fada e de um rei! Nessa história original, em vez de móveis e objetos falantes, a Bela tem a companhia de macacos (vestidos à maneira da corte!), papagaios que falam de tudo e outros pássaros que cantam para ela.

A versão que virou o clássico mundial que conhecemos, porém, foi adaptada da original pela escritora Jeanne-Marie de Beaumont, que era superfamosa no século XVIII. Madame de Beaumont reduziu o conto a uma estrutura mais curta, voltada para crianças e para as preceptoras que as educavam. Tanto é que A Bela e a Fera de Beaumont apareceu em 1756 em um tipo de revista que trazia histórias com tendências pedagógicas, ou seja, que pretendiam educar e indicar padrões de comportamento.

Depois de todos esses anos desde as primeiras versões, A Bela e a Fera se tornou uma das histórias mais queridas de todos os tempos e já teve muitas adaptações. Sabia, por exemplo, que tem uma peça em piano de Maurice Ravel de 1908, chamada “Les Entretiens de la Belle et de la Bête” (ouve aqui)? E também uma ópera do compositor americano Philip Glass, de 1994? Viu só? Tem muita coisa sobre A Bela e a Fera além dos filmes da Disney!

E tem mais um detalhe! Apesar de ser uma história que vem do folclore francês, seu tema central também é identificado em contos de muitos povos da Europa, da Ásia, da África e das Américas. A Fera toma a forma de urso, leão, porco, serpente ou qualquer outra criatura sobrenatural. A Bela, em geral, é uma jovem corajosa e doce, que aprende a amar o monstro apesar de sua aparência, desfazendo um feitiço. A nossa lenda amazônica do boto-cor-de-rosa é uma variante dessa temática, com a diferença que o moço sempre volta a ser boto.

Bom, na biblioteca do colégio (acesse aqui), você pode emprestar o livro A Bela e a Fera ao redor do globo, que traz três versões da história: a francesa e mais famosa, da Madame de Beaumont (que originou os filmes da Disney), “A serpente mágica”, que é chinesa, e “Bodas às escuras”, do Chile! Corre lá pra pegar e descobrir mais facetas dessa história tão antiga e que a gente ama até hoje! Ah, e não esquece de contar o que achou do filme e do livro, hein?

Livro: A Bela e a Fera ao redor do globo

Ilustrações: Alicia Badalan, Mariana Chiesa, David Álvarez e Claudia Legnazzi

Editora: Companhia das Letrinhas

Páginas: 62

Ano: 2013

FONTE: Madame de Beaumont; Madame de Villeneuve. A Bela e a Fera. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.

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