• Paula Lima

O vento trouxe e levou: Mary Poppins



Oi, pessoal, tudo bem com vocês?


Hoje nós vamos para a rua Cherry Tree Lane número 17, onde mora a família Banks: o sr. Banks, a sra. Banks e as crianças, Jane, Michael e os bebês gêmeos Bárbara e John, que acabaram de perder a babá. A sra. Banks resolve anunciar no jornal que precisa de outra enquanto o sr. Banks olha pela janela para a casa do Almirante Boom, que tem o formato de um navio, e confirma: o cata-vento que fica no jardim do Almirante indica que está soprando o gelado Vento Leste. Nesse mesmo dia, depois do jantar, Jane e Michael se sentam na janela à espera do pai, vendo os ramos das cerejeiras balançando com o vento, quando a silhueta de uma mulher de mala e chapéu na mão se aproxima do portão do número 17.


“No instante em que a silhueta passava pelo portão, o vento pareceu levantá-la no ar, atirando-a perto da casa. Era como se a tivesse lançado primeiro no portão, aguardado que abrisse a cancela, e depois a tivesse pego, jogando-a com mala e tudo na porta da frente.”


E aí, já sabem quem chegou com essa lufada de vento? Foi a Mary Poppins, uma babá muito diferente das outras que as crianças já tiveram. Ela não dá explicações, sobe a escada deslizando pelo corrimão, sabe a língua dos animais, parece se entender bem com o vento, é supervaidosa e vive admirando seu reflexo. Apesar de ser muito séria, mandona e meio mau humorada, Mary Poppins provoca, meio sem querer e meio de propósito, situações inusitadas e mágicas que vai viver com as crianças.


Eles vão a um chá na casa de um tio de Mary onde todo mundo dá tanta risada que acaba indo parar no teto; comemoram o aniversário dela numa noite de lua cheia no zoológico com uma dança muito doida junto de todos os animais; e conhecem uma estrela que vai comprar presentes de Natal para suas irmãs numa loja onde estão Mary, Jane e Michael!


Não é possível saber em que momento e onde se passa a história, mas há indícios de que seja em Londres no fim da década de 1910. Assim, numa função que era muito comum em meio às famílias inglesas com algum dinheiro na época, ela assume o cuidado das crianças e, ao mesmo tempo, transforma seu cotidiano em uma série de aventuras encantadas, que destoam das rígidas normas sociais do período. Mary é a típica babá inglesa – respeitável, altiva, cheia de autoridade – sem deixar de ser bem pouco convencional e de se tornar uma referência para as crianças Banks.


Porém, como ela avisa no momento de sua chegada, Mary Poppins vai embora quando o vento muda. Assim, quando o cata-vento do Almirante Boom indica que sopra o Vento Oeste, as crianças começam a ficar aflitas, percebendo que há algo de estranho no ar…


Mas e aí, vocês já assistiram ao filme da Disney com a Julie Andrews no papel da Mary? De 1964, ele é uma releitura do livro que mistura animação com live action e foi a maior bilheteria da Disney até então. E olha só: os estúdios Disney começaram a gravar no início deste ano uma sequência desse primeiro filme, com a Emily Blunt no papel principal (vamos falar dele aqui quando for lançado, mas ainda vai demorar um pouquinho). Além do filme, Mary Poppins já virou também musical da Broadway!


O livro é da autora australiana Pamela Lyndon Travers, ou P. L. Travers, e foi publicado na Inglaterra pela primeira vez em 1934 e seguido por outros: A volta de Mary Poppins (1935), Mary Poppins Opens the Door (1944), Mary Poppins in the Park (1952), Mary Poppins from A to Z (1962), Mary Poppins in Cherry Tree Lane (1982) e Mary Poppins and the House Next Door (1989). A autora demorou muito tempo para vender os direitos do livro para que a Disney pudesse fazer o filme e essa história é contada no filme Walt nos bastidores de Mary Poppins, de 2013, com o Tom Hanks e a Emma Thompson. Alguém aí já viu?


Bom, sobre o livro no Brasil é o seguinte: ele foi lançado pela primeira vez nos anos 1960 pela editora Record e ainda há alguns disponíveis na Estante Virtual. A edição mais nova, porém, é a de 2014, da extinta editora Cosac Naify. As ilustrações que usamos aqui no post são as dessa versão e foram criadas pelo estilista Ronaldo Fraga, que mandou bordar os desenhos depois de prontos! O que aparece no livro são fotografias tratadas desses bordados e dá para ver os fios que foram deixados soltos propositalmente! Porém… como a editora fechou no fim de 2015, os livros da Mary Poppins viraram mais ou menos uma raridade e custam supercaro na Amazon (aqui e aqui) e no Mercado Livre. Não achamos nenhum na Estante Virtual, mas continuamos de olho; se aparecer, vamos avisar, ok? Outra opção para quem lê em inglês são os ebooks, disponíveis na Apple Store e no Google Play. Enquanto isso, que tal ver se algum amigo ou primo seu tem o livro pra te emprestar, hein?


Até mais, pessoal, bons ventos pra vocês 😊


#MaryPoppins #PLTravers #cinema