• Paula Lima

5 de maio: o paraíso é a Língua Portuguesa


No último sábado, dia 5 de maio, foi comemorado o Dia Internacional da Língua Portuguesa! Criada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no ano de 2009, a data tem como objetivo a valorização da língua portuguesa como patrimônio imaterial que une os países que têm o idioma entre seus oficiais, como Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

Ao redor do mundo, a Semana da Língua Portuguesa foi comemorada das mais diversas formas. A ONU, em Nova York, contou com discussões sobre a língua e suas relações internacionais, concerto de músicas lusófonas e debate com as Academias de Letras dos países da CPLP. Já em Guiné-Bissau, além de oficinas de escrita, houve uma conferência para discutir a identidade, os desafios e as oportunidades da CPLP enquanto comunidade internacional.

Em Portugal, eventos de todo tipo tomam conta do país de origem da língua, como, por exemplo, um sarau cultural com apresentações de quase todos os países lusófonos, idealizado pelo Centro Cultural Português. Até mesmo no Catar, que não tem o português como língua, foram oferecidas atividades organizadas pelas embaixadas brasileira e portuguesa, como filmes e um almoço típico dos nossos países. Aqui mesmo, no Brasil, especificamente na cidade de São Paulo, o sábado foi o terceiro e último dia das programações culturais na estação da Luz, que contou com leitura de poesias, oficinas, exposição e shows.

Depois de falar do que aconteceu no mundo inteiro, não poderia faltar a nossa homenagem, já que somos um blog movido pela leitura e pela paixão por nossa língua mãe. O vídeo que conquistou de forma inquestionável o lugar central desse post é a leitura compartilhada do livro O paraíso são os outros, de Valter Hugo Mãe:


Divulgado em 2017 pela Porto Editora em parceria com o diretor português Miguel Gonçalves Mendes, o vídeo celebra a diversidade da Língua Portuguesa, exibindo os diversos sotaques de Portugal, bem como de outros países, como Macau, Brasil, Timor-Leste, Moçambique etc. O livro não é mais editado no Brasil devido ao encerramento das atividades da editora Cosac Naify, mas o vídeo traz o texto inteiro falado, o que nos dá uma visão completa da obra.


Reflexões sobre o amor, a vida, as relações e a felicidade são tecidas de forma sensível e inocente, como que narrada em primeira pessoa por uma criança. Em meio a considerações extremamente profundas, daquelas que emocionam e fazem pensar, há falas típicas de uma menina, adicionando um ar cômico que faz o texto mais leve. Leveza que se revela ideal para a proposta de escutar a pluralidade de línguas da Língua Portuguesa: o livro é praticamente cantado, considerando a beleza dos diferentes sotaques que dão suas vozes a ele. No entanto, ficam de fora alguns países falantes e mais variantes da língua — como os sotaques mineiro, caipira, amazonense e tantos outros do português brasileiro.

​E olha também que bacana essa reportagem digital que a Folha de S.Paulo fez em homenagem à língua!

Enfim, a data serve como lembrete de que a nossa língua é a nossa melhor forma de expressão, porque ela faz parte de quem somos individual e coletivamente. Não há beleza maior do que poder se expressar plenamente com todas as palavras que só a língua mãe pode nos oferecer. Feliz dia!

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