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  • Dayan Marchini

Liev Tolstói: Um Ícone da Literatura Russa

Liev Tolstói, também conhecido como Lev Tolstói, foi um dos mais influentes e renomados escritores russos do século XIX. Deixando uma marca inapagável não só na Literatura Russa, mas também no panorama literário mundial, sua importância transcende fronteiras e continentes e seu legado literário perdura até os dias de hoje.


Nascido em 9 de setembro de 1828, ficou órfão dos pais ainda criança. Após abandonar o curso de Direito, já alcançou sucesso rapidamente com suas três primeiras obras, uma trilogia composta pelos livros “Infância”, “Adolescência” e "Juventude”.


Conhecido por “Guerra e Paz”, que narra a história da Rússia durante as Guerras Napoleônicas, entrelaçando os destinos de personagens fictícios com eventos históricos reais, o autor se insere de maneira notável como um dos épicos da literatura mundial, por meio de uma das obras mais extensas já escritas, totalizando 1544 páginas.

O que torna "Guerra e Paz" tão memorável é a profundidade com que Tolstói explora os dilemas existenciais e morais de seus personagens no decorrer do caos da guerra. Ao retratar o conflito, não apenas como uma série de batalhas, mas como um teste de caráter, o autor provoca uma reflexão sobre a natureza do ser humano.

Além disso, Tolstói foi um dos principais expoentes do realismo literário, contribuindo para a evolução da prosa russa e influenciando outros grandes escritores, como Fiodor Dostoiévski e Anton Tchekhov; sem contar seu envolvimento com ideias pacifistas que também influenciaram Mahatma Gandhi.


Outro título relevante é "Anna Karenina" que também serve como uma crítica contundente à sociedade russa da época. Sua escrita discorre de forma a expor a hipocrisia e as normas opressivas que regiam a sociedade, assim como, de modo geral, o autor flertava com as temáticas sociais e psicológicas em sua literatura, igualmente presentes em “A morte de Ivan Ilitch”, que conta a história de um juiz de instrução que, depois de alcançar uma vida confortável, descobre ter uma grave doença, o levando a diversos conflitos e arrependimentos.

Liev Tolstói é uma figura icônica! Sua capacidade de explorar as profundezas da humanidade com questões atemporais o solidificam cada vez mais como uma das maiores referências quando o assunto é Literatura Clássica. Sua morte foi homenageada em um poema de Mário Quintana, intitulado “Poema da Gare de Astapovo”, que descreve de maneira leve e delicada, o momento de seu falecimento após um dia inteiro de viagem.


“Poema da Gare de Astapovo”

O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo,
Contra uma parede nua…
Sentou-se… e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo sozinho àquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali à sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A Morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta…)
Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,
E quem sabe se até não morreu feliz: ele fugiu…
Ele fugiu de casa…
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade…
Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!

Você pode conhecer outros livros de Tolstói, como estes da imagem, no acervo do Colégio Uirapuru através do Catálogo Virtual de Livros.


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